Bad Bunny leva dança, latinidade e grandes encontros ao centro do mundo na final da NFL

São Paulo, 10 fevereiro (BailakiNews).- Bad Bunny não apenas se apresentou no intervalo do Super Bowl LX da NFL —a final do futebol americano nos Estados Unidos- ele transformou o maior palco do entretenimento esportivo em uma celebração vibrante da latinidade. Dias depois de fazer história ao vencer o Grammy de Álbum do Ano com um disco inteiramente em espanhol, o artista porto-riquenho confirmou, diante de milhões de espectadores, que sua arte não pede permissão: ocupa espaço, dança e fala a partir de suas raízes.

Com duração de 13 minutos, o show foi marcado por uma coreografia potente e coletiva, que deu corpo e movimento à narrativa visual do espetáculo. Do início entre canaviais à ocupação completa do campo, Bad Bunny conduziu o público por um percurso que exaltou o cotidiano e a cultura latina. Em “Tití me preguntó”, o campo virou cenário vivo, com bailarinos misturando passos urbanos, caribenhos e populares, reafirmando a dança como linguagem central da apresentação.

A apresentação também foi marcada por participações e presenças emblemáticas. Lady Gaga dividiu o palco com Bad Bunny em “Die with a smile” (versão salsa), em um dos momentos mais comentados da noite. Ricky Martin surgiu para interpretar “Lo que le pasó a Hawaii”, reforçando o diálogo entre diferentes gerações porto-riquenhas do pop latino. A colombiana Karol G esteve entre os nomes convidados que celebraram o protagonismo latino no espetáculo, ao lado de figuras como Jessica Alba, que acompanharam a apresentação em clima de celebração.

Elementos cenográficos como salões de beleza, barbearias, oficinas mecânicas e carrinhos de comida reforçaram uma estética familiar para milhões de latino-americanos — inclusive para o público brasileiro. A latinidade ali não foi figurativa: ela pulsou nos corpos em movimento, nas coreografias assinadas por Charm La’Donna e Karina Ortiz, e na energia coletiva que tomou o estádio.

No trecho final, com “El apagón” e “Café con ron”, Bad Bunny surgiu com a bandeira de Porto Rico, transformando música e dança em declaração política e afetiva. Ao encerrar com “DtMF”, marcando um touchdown simbólico com a mensagem “Juntos Somos América”, o artista deixou claro: mais do que um show, sua performance foi um manifesto cultural — dançante, inclusivo e histórico.


Waldheim Montoya

#bailaki #eventos #bailakiguia #turismo #escolasdedança #baladas #dança #vemcomagente#bailakinews #guiadadança#galeradadança #eventos #nfl #badbunny #reggaeton #latinidade

in News

Christian Chávez encerra semana no Brasil com show esgotado em São Paulo e cancelamento no Rio por segurança