São Paulo, 31 de agosto (BailakiNews) — No último dia 20, a Zais — A casa mais dançante de São Paulo completou 40 anos de existência com uma alegre comemoração no salão da Vila Mariana, reunindo diferentes gerações de frequentadores, personal dancers e apaixonados pela dança de salão, ao som do Grupo Homens de Preto.
A noite transbordou nostalgia com depoimentos de fiéis clientes reafirmando o espaço como um verdadeiro patrimônio de resistência e alegria da noite paulistana. A celebração contou com decoração temática e ofereceu a todos os presentes bolo comemorativo e taça de champagne para o brinde.

Fundada em 1986 na Vila Mariana, a Zais construiu sua trajetória como uma das casas noturnas mais icônicas e longevas da capital paulista. Reconhecida oficialmente como "a casa mais dançante de São Paulo", o espaço tornou-se referência, mantendo viva a cultura do baile de pista, do acolhimento e da boemia tradicional em meio às transformações e desafios da noite paulistana ao longo do tempo.
Ritmo e música boa: O show do Grupo Homens de Preto
A trilha sonora da noite ficou a cargo deles, atração de destaque no circuito da dança de salão no Estado de São Paulo e conhecida por sua versatilidade e capacidade de manter a pista aquecida do começo ao fim.

Foto: Grupo Homens de Preto na festa de 40 anos da Zais.
Perguntados sobre a emoção de se apresentarem em uma noite tão especial da casa, Walter, vocalista, expressou sua satisfação em nome da banda:""A emoção é maravilhosa, eu fico até muito feliz por terem feito o convite pra gente. Já fazemos alguns eventos aqui às segundas-feiras, e ter sido a banda escolhida pra fazer essa data comemorativa é algo que nos orgulha muito."
Sobre qual ritmo não poderia faltar na trilha sonora da comemoração de 40 anos, Walter destacou a essência eclética do local: "A Zais é a casa mais dançante de São Paulo porque se toca de tudo. Então o que não pode faltar são todos os ritmos — para que todo mundo dance de tudo."
Gestão em transformação: renovação e diversidade
A longevidade da Zais também se deve à sua capacidade de se reinventar sem perder a essência. Sob a gestão de um novo sócio, a casa passou por uma importante renovação de público e programação.

Foto: Equipe do Zais reunida para a foto de comemoração dos 40 anos
Ao diversificar os ritmos musicais e apostar em novas experiências no salão, conseguiram atrair um público mais jovem, promovendo um encontro de gerações único na pista. Hoje, veteranos da dança de salão dividem espaço com novos frequentadores, garantindo a vitalidade e a continuidade do legado da Zais para as próximas décadas.
Mesmo com a renovação, Alzira Cardoso, gerente da casa há 4 anos, reforça que a Zais mantém o respeito absoluto pelos frequentadores históricos que utilizam a dança como espaço de socialização: "As pessoas que já estavam aqui, a gente dá muito valor. As pessoas antigas não descartamos, muito pelo contrário, valorizamos.. O que a gente puder fazer a gente faz, sempre dando um jeitinho nas coisas, pra conservar e manter essas pessoas, que é muito importante pra nós. O que eu vejo aqui é muita amizade."
Afeto, memórias e conexões humanas
Além da música, o grande motor da Zais ao longo dessas quatro décadas sempre foi o fator humano. O salão da Vila Mariana funcionou — e continua funcionando — como um verdadeiro catalisador de encontros e conexões profundas. Entre um passo e outro, a casa presenciou o nascimento de profissionais e adeptos da dança, amizades que atravessam gerações, além de histórias de amor que começaram em um olhar na pista:, sempre mantendo o espaço como referência afetuosa.
Confiram alguns depoimentos representando quem faz dessa pista o seu lugar feliz:
Hélyda Sadu (frequentadora há mais de 30 anos): Acompanhando a trajetória do salão há mais de três décadas, como professora de dança e organizadora de bailes (Baile da Hélyda), destaca o Zais como um centro de memórias afetivas que atravessa gerações. Os vínculos que criou na na pista foram tão intensos que transformaram colegas de dança em amigos próximos e parceiros profissionais, provando que as pessoas e essa rede de afeto mantêm a casa viva.
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"É uma felicidade imensa saber que uma casa como o Zais ainda perdura por 40 anos. E que faz a diferença na dança de salão. Porque se você for ver, várias casas fecharam depois da pandemia e o Zais ainda perdurou, então significa que tem muita relevância." — Hélyda Sadu
Sonia Dionísio e Sueli Catarino (frequentadoras há 18 anos): Para as amigas a pista do Zais vai muito além do aprendizado técnico e da terapia que a dança proporciona para a saúde mental e a autoestima: ela é o alicerce de um laço de cumplicidade inabalável. Sônia destaca que a rotina ao lado da amiga e a oportunidade de conectar-se com pessoas de mesmos propósitos tornou sua vida mais feliz. Já Sueli reforça que a maior preciosidade trazida pelas quase duas décadas de salão foi justamente consolidar essa amizade com Sônia e ver tantas outras histórias nascerem, provando que a casa acolhe, aproxima pessoas e constrói afetos que ficam registrados para sempre.

" "É emocionante perceber que, ao longo desses 18 anos, o Zais se tornou muito mais do que um lugar para dançar. É um espaço onde as pessoas se encontram, se acolhem, criam vínculos e levam amizades para a vida." " — Sueli Catarino (na foto a esquerda)
"Além da dança, o Zais me proporcionou reforçar a amizade que já tinha no caso com minha amiga Sueli e também conhecer outras pessoas que compartilhavam o mesmo desejo de ter uma vida mais feliz dentro de um salão de dança." - Sonia Dionísio
Heitor (frequentador há 10 anos) : Ele enxerga o Zais como o ponto de encontro ideal na noite para reunir amigos e promover conexões reais. Foi nessa energia única de sintonia e acolhimento do salão que ele conheceu sua namorada Maria Rosa, que vai ao Zais há 2 anos, reforçando a capacidade da casa de unir pessoas ao longo do tempo.
"Quem sabe aproveitar a noite, quem gosta de se conectar com os amigos, o Zais é o lugar. E que mantenha do mesmo jeito que é hoje. A sintonia, a harmonia, quer dizer, a convivência, essa energia gostosa. O tempo vai passando, as coisas vão se modificando, e as pessoas esquecem de se conectar" - Heitor
Lara Bianchini (frequentadora há 20 anos) : Enxerga o salão como um importante espaço de convivência social, sendo a origem da maioria das amizades que cultiva hoje. Com grande carinho pela casa, ela celebra a longevidade do local e torce para que essa tradição de união e encontros perdure por muitas outras décadas.

"O Zais pra mim significa não só a dança, mas como um lugar onde eu sociabilizo, conheci muita gente, legal. Espero que o Zais faça 60, 80 anos... eu amo o Zais. - Lara Bianchini (na foto a direita, a esquerda Luiza staff da casa)
Marizete (funcionária da casa há 23 anos) : Testemunha viva da história do salão, traz a perspectiva de quem viu de perto a evolução da casa ao longo de mais de duas décadas de trabalho, destacando a transição das antigas tradições para a chegada de novos públicos e parcerias:
""Antes, a casa chamava um casal de frequentadores para cada ano comemorado e eles faziam uma grande valsa no meio do baile. De lá para cá, o perfil mudou e o ambiente se diversificou. Hoje temos parceiros em diferentes dias da semana, ritmos variados e um público bem mais jovem. A casa se renovou, mas a essência de ser esse ponto de encontro continua." - Marizete.
Unindo gerações e preservando sua tradição, a casa renova o fôlego e reafirma seu lugar como o coração pulsante da noite paulistana. Que venham os próximos 40 anos de pista cheia.
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Angelica Pellicer
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