Lolé leva os bailes de São Paulo para as redes com o projeto Bora Bailar

Criador de conteúdo transforma pistas, festas e viagens de dança em experiências digitais

São Paulo, 15 setembro (BailakiNews).- Para quem acompanha os bailes de São Paulo pelas redes sociais, a pista pode estar a apenas um toque de distância. É nesse espaço entre o salão e o celular que atua José Roberto Lolé, conhecido simplesmente como Lolé, criador do projeto Bora Bailar. Dançarino, profissional de eventos e produtor de conteúdo, ele transformou sua paixão pela dança de salão em uma cobertura audiovisual que mostra não apenas os artistas e os espaços, mas principalmente a energia de quem está na pista.

Morador de Itu, no interior paulista, Lolé percorre regularmente São Paulo e outras cidades para acompanhar bailes e eventos. Seu trabalho também se estende ao Dançando a Bordo, cruzeiro temático de dança, onde realiza registros em vídeo das aulas, festas e encontros entre dançarinos. A proposta conecta diferentes públicos e ajuda a apresentar a cultura dos bailes para quem ainda não conhece esse universo.

“Eu gosto muito da comunicação, gosto de estar com pessoas, e acho que a dança muda vidas”, explica Lolé. Segundo ele, a convivência proporcionada pelos bailes pode criar amizades e experiências que merecem ser mostradas. Foi dessa vontade de levar a dança para além da pista que nasceu o Bora Bailar.

Da pista para o celular

As transmissões e vídeos funcionam como uma espécie de janela para os bailes. Quem não conseguiu comparecer pode acompanhar à distância uma apresentação, uma banda ou simplesmente observar como está a festa. “Tem pessoas que são fãs de uma determinada banda e a banda vai tocar num espaço muito longe. Mas ela quer saber como está o baile da banda que gosta”, conta.

Para Lolé, o conteúdo que prende a atenção está justamente na espontaneidade da pista: pessoas sorrindo, dançando e encontrando amigos. Os detalhes também fazem diferença, especialmente em bailes temáticos, quando roupas e caracterizações passam a fazer parte do espetáculo.

“De ver quem são as pessoas que estão nesse baile, ver as pessoas felizes e também os bailes como estão”, resume.

A escolha dos eventos está diretamente ligada ao seu trabalho profissional com dança de salão. “90% dos bailes que eu mostro no Bora Bailar são os bailes que eu vou a trabalho”, explica. Dessa maneira, o projeto acompanha diferentes ritmos e espaços, registrando uma parcela da diversidade da cena de dança paulista.

Uma ponte entre Itu e São Paulo

A atuação de Lolé também ajuda a aproximar o interior da movimentada agenda paulistana. Ele conta que costuma permanecer dois ou três dias em São Paulo antes de retornar a Itu, mantendo uma circulação constante entre as pistas da capital e sua comunidade no interior.

“Então o Bora Bailar não é só na noite paulistana, de todo o estado de São Paulo”, afirma.

Nesse percurso, as redes sociais se transformam em uma extensão dos próprios bailes. Em uma época em que grande parte do público acompanha eventos pelo celular, Lolé vê o conteúdo digital como uma ferramenta para despertar a curiosidade e aproximar novos frequentadores.

A proposta resume o espírito do Bora Bailar: registrar a festa enquanto ela acontece, valorizar quem faz a dança acontecer e transformar cada vídeo em um convite para sair da tela e ocupar a pista.


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